Igual, mas diferente!

Do mar ao rio. Do rio ao mar. Com o incentivo do amigo Fabio Raimo tenho remado em rios e corredeiras. Estou aprendendo bastante e, mais do que isso, conhecido muito gente bacana e me divertido muito.

Rio Paranhana, Três Coroas/RS. Fabio Raimo, instrutor ACA de WhiteWater e Luiz Felipe Buff. (Foto Anna Böing)

Rio Paranhana, Três Coroas/RS. Fabio Raimo, instrutor ACA de WhiteWater e Luiz Felipe Buff. (Foto Anna Böing)

Nas últimas semanas estive em Pelotas/RS para instruir um curso para os remadores da Prowind Escola Náutica e no caminho de volta me encontrei com Fabio em Porto Alegre/RS. Logo fomos para Três Coroas/RS, onde em 1987 aconteceu o Campeonato Mundial de Canoagem, no Rio Paranhana. Fomos muito bem recebido pelos remadores locais e pela água gelada.

Praia do Laranjal, Pelotas/RS, em frente Prowind Escola Náutica. (Foto Daniel Gianechini)

Praia do Laranjal, Pelotas/RS, em frente Prowind Escola Náutica. (Foto Daniel Gianechini)

Dali seguimos para Garopaba/SC, visitamos amigos da NOLS e dias depois estávamos de volta ao rio.

Desta vez no Rio Itajaí, na cidade de Indaial/SC. Chovia muito, remamos no Rio Itajaí com 2,5m acima do nível normal e no dia seguinte fomos para o Rio dos Cedros, em Timbó/SC. Ali, também com o rio cheio tive a chance de sentir o que é águas brancas de verdade. No fim do dia, curtindo com os amigos no bar, tive que tomar cerveja na bota de neoprene, como manda a tradição, após nadar. Fiquei preso num refluxo e o rio me deu uma grande lição.

Vídeo por Fabiano Pasquali.

Brasil – País Tropical!

Estava com saudades de remar no Brasil. Águas quentes, lula a dorê, água de coco, guaraná, açaí, sol, sunga e paisagens incríveis. Ilhabela e Saco do Mamanguá são alguns dos meus lugares favoritos na costa brasileira. Pela segunda vez fiz a volta da Ilhabela, mas dessa vez estava muito bem acompanhado: o grande amigo Fabio Raimo, minha linda Anna e o novo amigo Marcio Bortolusso. Anna foi guerreira. Primeira expedição de kayak em águas abertas, remou com classe e fez com estilo o que muito marmanjo que já vi por aí quase botar as entranhas para fora. Parabéns Anna, espero que esta seja uma de muitas remadas por aí.

Primeiro dia remada durante a volta da Ilhabela! (Foto GoPro Still)

Primeiro dia remada durante a volta da Ilhabela! (Foto GoPro Still)

Praia Grande de Ilhabela. Anna e o Empower. (Foto Luiz Felipe Buff)

Praia Grande de Ilhabela. Anna e o Empower. (Foto Luiz Felipe Buff)

Praia do Bonete. Empower descansa depois de um longo dia. Foto Luiz Felipe Buff

Praia do Bonete. Empower descansa depois de um longo dia. (Foto Luiz Felipe Buff)

Fabio surfa no final do dia na Praia do Bonete e Marcio tira fotos. (Foto Luiz Felipe Buff)

Fabio surfa no final do dia na Praia do Bonete e Marcio tira fotos. (Foto Luiz Felipe Buff)

Parada para o lanche depois de passar pela famosa Ponta do Boi. (Foto Luiz Felipe Buff)

Parada para o lanche depois de passar pela famosa Ponta do Boi. (Foto Luiz Felipe Buff)

Acampamento bacana no norte da Ilhabela. (Foto Luiz Felipe Buff)

Acampamento bacana no norte da Ilhabela. (Foto Luiz Felipe Buff)

Marcio é uma enciclopédia viva sobre a história e todos os cantos, recantos, contos e “causos” desta ilha incrível. Valeu Marcio, pela companhia e por compartir conosco sua paixão e seu conhecimento pela Ilhabela. Fabio sempre “buena” onda e parceiro. Vamos que vamos, meu amigo, ainda temos muito mar pela frente.

Saco do Mamanguá (Foto Anna Böing)

Saco do Mamanguá (Foto Anna Böing)

Empower, da Zegul! (Foto Luiz Felipe Buff)

Empower, da Zegul! (Foto Luiz Felipe Buff)

Lula a Dorê da Dona Maria! Saco do Mamanguá. Foto Luiz Felipe Buff)

Lula a Dorê da Dona Maria! Saco do Mamanguá. (Foto Luiz Felipe Buff)

Stand Up Paddle no Saco do Mamanguá. (Foto GoPro Still)

Stand Up Paddle no Saco do Mamanguá. (Foto GoPro Still)

Em breve estarei no sul do Brasil para remar no litoral catarinense e para um curso em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Remar é bom demais! Valeu Patagonia!

Foram muitas remadas nesta temporada 2013/2014 na Patagonia. Acabei não tirando muitas fotos. Os momentos ficarão para sempre na carne e na memória. Seguem algumas fotos:

Primeiro acampamento no Seno Otway, a caminho do Estreito de Magalhães, com Fabio Raimo. (Foto Luiz Felipe Buff)

Primeiro acampamento no Seno Otway, a caminho do Estreito de Magalhães, com Fabio Raimo. (Foto Luiz Felipe Buff)

Passando pelo Cabo Froward, no Estreito de Magalhães. Esse é o ponto mais a sul do continente americano. (Foto GoPro Still Luiz Felipe Buff)

Passando pelo Cabo Froward, no Estreito de Magalhães. Esse é o ponto mais setentrional do continente americano. (Foto GoPro Still Luiz Felipe Buff)

Primeira remada da Anna Böing, no Lago Elizalde. Muito bacana! (Foto Caio Poletti)

Primeira remada da Anna Böing, no Lago Elizalde. Muito bacana! (Foto Caio Poletti)

Carregando o kayak em Raul Marin Balmaceda! (Foto Anna Böing)

Carregando o kayak em Raul Marin Balmaceda! (Foto Anna Böing)

Anna pronta para partir de Raul Marin Balmaceda! (Foto Felipe Buff)

Anna pronta para partir de Raul Marin Balmaceda! (Foto Felipe Buff)

Lago Espolon! (Foto Anna Böing)

Lago Espolon! (Foto Anna Böing)

 

 

 

 

 

 

Caminho de volta ao Brasil!

Segue a vida. Segue o caminho. Ao caminhar se faz a vida, na terra ou no mar.

Final de temporada com a NOLS e tudo correu bem. Foram um total de 4 cursos. Que trabalho incrível o que fazemos. Mais incrível ainda são as experiências que vivemos e as pessoas que conhecemos. Nem vou tentar descrever como é um curso da NOLS e o que acontece durante essas expedições. Quem quiser que viva essa experiência.

No ano novo fiz uma viagem de kayak com o grande amigo Fabio Raimo. Uma das viagens mais importantes da minha carreira como remador. Partimos do Seno Otway, descemos o Canal Jeronimo até o Estreito de Magalhães, visitamos a Ilha Carlos III e remamos sentido Punta Arenas pelo famoso Estreito. Essa viagem ficará para sempre na memória. Pinguins, baleias, leões marinhos, albatrozes, pessoas bacanas e uma grande amizade. Não dá para parar de remar.

Uma parada no Estreito de Magalhães! (Foto Luiz Felipe Buff)

Uma parada no Estreito de Magalhães! (Foto Luiz Felipe Buff)

O quadril ainda dói e muito. Ficarei seis meses sem trabalhar de novo e tentar continuar com a recuperação. Abuso do quadril mais do que o trato bem. Espero que ele não faça o mesmo comigo.

Já estou no caminho de volta para casa. Com novas experiências, novos horizontes e muita alegria no coração. Partimos de Coyhaique, eu e Anna, no dia 08 de março, paramos para remar em Raul Marin Balmaceda, onde acampamos por três dias.  Foi bacana. Deu até para ver uma demonstração de tempestade patagônica e sua força. Vale a pena ler o poema de Pablo Neruda “Ode a la Tormenta“.

Acampamento em Raul Marin Balmaceda (Foto Luiz Felipe Buff)

Acampamento em Raul Marin Balmaceda (Foto Luiz Felipe Buff)

Agora em Futaleufu, tentando pegar um pouco de sol e então seguiremos norte e ver que caminho o caminho nos traz.

Mais Patagonia!

Que temporada incrível aqui na Patagonia. Depois de uma linda viagem de carro até Coyhaique, do passeio com a amiga Paty Soto até Puerto Guadal, comecei a trabalhar para a NOLS. Foram dois cursos incríveis. Remamos pelo Archipelago Chonos e tive a chance de conhecer instrutores e alunos incríveis.  Os dois cursos foram maravilhosos, com direito a muito frio, clima dinâmico, papos longos ao lado da fogueira, vento forte e muito aprendizado.

Foram mais de 400 milhas náuticas navegadas. Vimos Sea Lion, Albatross, Petrel, um desconhecido e pequeno escorpião, aranhas, pescadores e, ainda, tivemos a chance de ver o sol nascer e se por todos os dias, de tomar banho de chuva, de nadar em água gelada, de vencer desafios e de cuidar um dos outros, mesmo as menores feridas, de comer juntos, de dormir em lugares novos, de ter a vida nas mãos da pessoa do seu lado, de confiar, de sorrir aos mais simples movimentos da natureza, de chorar de saudade, de escrever diários, de catar conchas, de brincar de roda, de conversar sério debaixo de chuva e vento, de lembrar da infância, de sonhar com o futuro, de querer um mundo melhor e de fazer isso uma ação de todos os dias. Tomamos decisões diariamente que garantiram a nossa vida. Dormimos todas as noites levando em consideração as marés, ou seja, a Lua, ou seja, a relação da Terra com o universo, fisicamente falando. Sabe o que é isso? Todas as noites ter que olhar a Lua e a linha da maré para escolher onde montar sua cama? Para dormir seco, quente e feliz? Muito legal! Acreditem!

Infelizmente vimos muito lixo também. As praias remotas da Patagonia estã se enchendo de lixo produzido pelas fazendas de Salmão. O Chile é o segundo maior exportador de Salmão do mundo. Produzidos em fazendas flutuantes nas regiões mais remotas da Patagonia, o Salmão é criado a base de muito antibiótico, corante e são alimentados com peixes locais, pescado em quantidades exorbitantes. Fora isso, as Salmoneiras, como são chamadas aqui no Chile, produzem uma quantidade de lixo gigante, quase tudo plástico, que flutua e vai parar nas praias. Acreditem, mesmo em uma das regiões mais remotas do mundo não conseguimos acampar em nenhuma praia sem lixo. Todas as praias que acampei até hoje, do Alaska até a Patagonia, Brasil, Argentina… todas eu encontrei lixo plástico. Ah, saiba que o Salmão que vai para o Brasil vem do Chile.

Fora o lixo que viaja pelos oceanos e acabam por aqui também. Lixo do Japão, Russia, Brasil, Australia e outros países, e de navios cargueiros. Pasmem, 98% do lixo que encontramos é plástico. É preciso entender para onde vai nosso lixo e mudar a forma que nos relacionamos com os bens da vida. Foi um choque para mim a quantidade de lixo que encontramos.

Enfim, o negócio é acreditar no futuro, mudar nossa cabeça e respeitar mais o mundo que nos alimenta, afinal de contas, ninguém vai comer o saquinho plástico de supermercado, né? Já tem gente chupando bala, e outras coisas também, com embalagem.

Bom, depois de terminar dois cursos da NOLS, tive um dia de folga e logo estava planejando e preparando o seminário para instrutores da NOLS. Adorei dar este curso. Foram 8 dias de muito prática. Filmamos nossas habilidades técnicas e de resgate por dois dias, assistimos juntos e nos ajudamos a melhorar. Depois passamos 5 dias em Raul Marin Balmaceda, praticando técnicas e resgates avançados em condições bastante dinâmicas. Na barra do Rio Palena tivemos a chance de praticar em ondas, correntes e bastante vento. Teve dia que surfamos com golfinhos, por horas. Não dá para explicar!!!!

Terminado o seminário, sem tempo para respirar, mas com alegria no peito, já comecei a organizar os detalhes para minha viagem pessoal com Fabio Raimo. Vamos remar na região de Magalhães, no sul do Chile. Será uma expedição curta e intensa. Partiremos do Seno Otaway, seguiremos sul pelo Canal Jeronimo até o Estreito de Magalhães, e dali até quase Punta Arenas. Estou super animado, essa é umas das regiões mais interessantes e desafiadoras do planeta. Ter a chance de navegar onde muitos dos mais habilidosos homens do mar passaram e outros morreram será incrível.

Agora, estou em Puerto Natales, depois de viajar sozinho de carro desde Coyhaique. A viagem foi incrível. Por horas era somente eu na estrada de cascalho, com ventos de até 80km/h atingindo a caminhonete de lado e os kayaks, agiam como vela, empurravam o carro até o outro lado da estrada, sobre o cascalho. Loucura! Achei que estava num video game daqueles que não dá para errar, sabe? Foi umas das melhores viagens de carro da minha vida.

Hoje me vou a Punta Arenas, tratar de logística e amanhã buscar o Fabio no Aeroporto. Feliz Natal a todos! E não deixem de fazer o que está mandando o coração, é de lá que suas maiores alegrias e maiores tristezas devem nascer.

Patagonia, mais uma vez!

Enfim cheguei na NOLS Patagonia. É bom estar de volta e como uma temporada bacana pela frente. Vem coisa pela frente. Rebolo nas cadeiras e o quadril está se ajeitando devagar. Ainda dói, mas seguir positivo e fazendo a lição de casa é o que importa. Não vejo a hora de remar sem dor, inteiro, 100%. Chego lá, devagar, na reduzida, 4×4 e diferencial bloqueado.

No caminho passei por lugares incríveis. O caminho é sempre incrível, não importa para onde vá, seja ele qual for. O caminhar é estar vivo. Enfim.

Punta Lobos, Pichilemu, Chile. Lugar especial. Vi as ondas mais incríveis da minha vida neste lugar. Vou voltar!!! Foto Luiz Felipe Buff

Punta Lobos, Pichilemu, Chile. Lugar especial. Vi as ondas mais incríveis da minha vida neste lugar. Vou voltar!!! Foto Luiz Felipe Buff

Onde o Mar encontra a Terra. Um casamento perfeito. Punta Lobos, Chile. Foto Luiz Felipe Buff

Onde o Mar encontra a Terra. Um casamento perfeito. Punta Lobos, Chile. Foto Luiz Felipe Buff

Volcano Hornopirén (Horno - forno; Pirén - Neve; Na língua Mapuche: Mapu - Terra; Che - Gente), Sacou, Che?. Esse vulcão marca o início da Carretera Austral.

Volcano Hornopirén (Horno – forno; Pirén – Neve; Na língua Mapuche: Mapu – Terra; Che – Gente), Sacou, Che?. Esse vulcão marca o início da Carretera Austral.

Barcaza, balsa, de Hornopiren até Leptepu de onde se segue de carro por mais 10km, pega-se outra bolsa por 30 minutos e depois segui de carro 400km de estrada de terra até Coyhaique, para chegar na NOLS Patagonia. Foto Luiz Felipe Buff

Barcaza, balsa, de Hornopiren até Leptepu de onde se segue de carro por mais 10km, pega-se outra bolsa por 30 minutos e depois segui de carro 400km de estrada de terra até Coyhaique, para chegar na NOLS Patagonia. Foto Luiz Felipe Buff

Numa manhã na Carretera Austral. Foto Luiz Felipe Buff

Numa manhã na Carretera Austral. Foto Luiz Felipe Buff

Pneus furam! Foto Luiz Felipe Buff

Pneus furam! Foto Luiz Felipe Buff

Puerto Puyhuapi, Carretera Austral. Esse lugar é muito bacana. Foto Luiz Felipe Buff

Puerto Puyhuapi, Carretera Austral. Esse lugar é muito bacana. Foto Luiz Felipe Buff

Bem instalado na NOLS Patagonia. Primavera chegando e o frio continua. Foto Luiz Felipe Buff

Bem instalado na NOLS Patagonia. Primavera chegando e o frio continua. Foto Luiz Felipe Buff

E tudo isso para que? Para remar! Just that. Ainda descansarei alguns dias, vou viajar com amigos pela região, dar umas remadas e no dia 23 de setembro começo a trabalhar para a NOLS, renovado, feliz e com vontade no peito. Ficarei em expedição(ões) até o dia 19 de dezembro. Serão duas expedições de mais ou menos 30 dias cada uma com alunos e uma expedição de 10 dias com instrutores. É uma honra poder compartilhar o que aprendi e continuo aprendendo. E sinto-me honrado de ter sido convidado a ser instrutor do seminário de kayak da NOLS Patagonia. Os seminários são clínicas que a NOLS oferece para os seus próprios instrutores, sejam para os que querem aprimorar técnicas, sejam para aqueles que querem aprender uma nova atividade. O seminário de kayak na Patagonia tem como foco principal o desenvolvimento de técnicas de gerenciamento de grupo e risco, já que as condições climáticas na Patagonia são bastante desafiadoras. Depois, durante Natal e Ano Novo até meados de janeiro terei mais duas expedições próprias, projetos pessoais, que vou realizar durante as férias e volto a trabalhar para a NOLS até março de 2014. Ufa! Não poderia estar mais contente. Já valeu a viagem até aqui. É sempre um prazer chegar no campus da NOLS, onde fui aluno e pude aprender as maiores lições da minha vida.

Se minha Toyota falasse…

De São Paulo fui a Pelotas/RS, encontrei com grandes amigos e remamos. A vida é cheia de surpresas bacanas. Feijão, o grande amigo Rodrigo e seu pai, Plínio vieram com o veleiro Wahoo I nos encontrar no Arroio Pelotas. Eu, Rafa e Ren, que vieram de Gramado/RS, estávamos remando e conversando quando avistamos um veleiro a frente. Ren disse: “Acho que é um 36″. E eu pensei comigo, acho que é um 38, e algo no peito dizia que era o Wahoo I. E era. Que legal! Plínio, pai de Feijão, nos convidou para almoçar a bordo. Feijão fez uma massa e papeamos. Encontrar bons amigos é uma das melhores coisas da vida, não é?

A bordo do Wahoo I. Eu, Feijão, Plínio, Rafa. Foto Eduardo Ren

A bordo do Wahoo I. Eu, Feijão, Plínio, Rafa. Foto Eduardo Ren

Acampamos na beira do Arroio Pelotas, num gramadinho escondido. Jogamos conversa fora, demos risada e dormimos bem. Eu acordei cedão, pra variar, e já coloquei fogo no Rafa e no Ren, que logo saíram da barraca. Tomamos café num piscar de olhos estávamos remando numa neblina amiga.

Rafa remando no Arroio Pelotas, pouco antes de encontrarmos lugar para acampar. Foto Luiz Felipe Buff

Rafa remando no Arroio Pelotas, pouco antes de encontrarmos lugar para acampar. Foto Luiz Felipe Buff

Arrumando as tralhas para partir, na Praia do Laranjal, em frente a ProWind. Foto Luiz Felipe Buff

Arrumando as tralhas para partir, na Praia do Laranjal, em frente a ProWind. Foto Luiz Felipe Buff

Grande amigo e incentivador Eduardo Ren. Foto Luiz Felipe Buff

Grande amigo e incentivador Eduardo Ren. Foto Luiz Felipe Buff

Nosso acampamento!!! Foto Luiz Felipe Buff

Nosso acampamento!!! Foto Luiz Felipe Buff

No caminho de volta para a Praia do Laranjal, paramos para comer algo, esticar as pernas e tirar fotos. E, olhando rio abaixo, vimos dois remadores. Logo reconheci o Explorer do Joel e, para nossa surpresa e alegria, outro caiaque branco também singrava, do Leo, da ProWind. Dá-lhe Capitão!!!!!!! Que massa ver o Leo remando. Mais um encontro daqueles de fazer valer as amizades que construímos pelo caminho. Joel e Leo partiram cedo da ProWind, remaram por mais de duas horas para nos encontrar. E lá estava eu, com Ren, Rafa, Joel e Leo. Que orgulho e honra. Dessa vida o que levamos no peito são as pessoas que conhecemos. Contem comigo!!!

Leo e Joel chegando para nos encontrar. Foto Luiz Felipe Buff

Leo e Joel chegando para nos encontrar. Foto Luiz Felipe Buff

Sorriso de quem gostou de remar. Dá-lhe Leo. Seja bem vindo a canoagem oceânica. Que sejamos todos iluminados pela alegria do Leo!!!! Foto Luiz Felipe Buff

Sorriso de quem gostou de remar. Dá-lhe Leo. Seja bem vindo a canoagem oceânica. Que sejamos todos iluminados pela alegria do Leo!!!! Foto Luiz Felipe Buff

Leo, Joel, Ren e Rafa! Valeu galera! Foto Luiz Felipe Buff

Leo, Joel, Ren e Rafa! Valeu galera! Leo na sua primeira remada e já está puxando a fila. É isso aí!!!! Foto Luiz Felipe Buff

De Pelotas toquei viagem até Mendoza, na Argentina. Diga-se, não gostei muito de Mendoza. Passei uma noite ali e me toquei para Santiago. A estrada estava fechada, já que nevava muito do lado chileno. Passei uma noite em Uspallata, numa cabana simpática. Tomei sol, li e descansei. A estrada para Santiago é linda. Muito interessante! Passei uma noite em Santiago, fiz as compras que precisava.

Praça do centro de Mendoza. Foto Luiz Felipe Buff

Praça do centro de Mendoza. Foto Luiz Felipe Buff

Gavião ou Falcão? Alguém sabe? Foto Luiz Felipe Buff

Gavião ou Falcão? Alguém sabe? Foto Luiz Felipe Buff

 

Lendo e tomando no sol nos Andes. Uspallata, Argentina

Lendo e tomando no sol nos Andes. Uspallata, Argentina

O grande Aconcágua, tomando vento!!! Foto Luiz Felipe Buff

O grande Aconcágua, tomando vento!!! Foto Luiz Felipe Buff

Na fila da fronteira da Argentina para o Chile, no topo dos Andes. Foto Luiz Felipe Buff

Na fila da fronteira da Argentina para o Chile, no topo dos Andes. Foto Luiz Felipe Buff

De Santiago me mandei para Pichilemu, uma pequena cidade de praia, conhecida por ser o melhor lugar de surf no Chile. Cheguei e havia uma névoa densa, frio, um swell grande entrando e o Pacífico mostrando suas contradições. Meu quadril dói muito, dirigir é um pesadelo. Cheguei aqui e não fiz nada, apenas descansei. Hoje, terça-feira 10/09/2013, tirei o dia para conferir todos os equipamentos, fazer os reparos devidos no kayak e descansar mais um pouco. O mar está grande, mas há lugares e cantos interessantes para colocar o barco na água. Ainda não estou pronto para ondas deste tamanho. Mas, amanhã quem sabe, molho o kayak, o rosto e deixo a água do mar, salgada e verde, me contar alguns segredos.

No caminho para Pichilemu, na costa do Chile. Mapa, remo e otras cositas mas. Foto Luiz Felipe Buff

No caminho para Pichilemu, na costa do Chile. Mapa, remo e otras cositas mas. Foto Luiz Felipe Buff

Pichilemu, Capital do Surf! Foto Luiz Felipe Buff

Pichilemu, Capital do Surf! Foto Luiz Felipe Buff

O Pacífico mostrando suas garras em Pichilemu. 3,0m de onda, amanhã quem sabe dou uma caída. Foto Luiz Felipe Buff

O Pacífico mostrando suas garras em Pichilemu. 3,0m de onda, amanhã quem sabe dou uma caída. Foto Luiz Felipe Buff

Minha cabana em Pichilemu, no Chile. Aproveitei o dia para descansar o quadril, fazer reparos no kayak e arrumar as tralhas. Daqui pra frente vai ter bastante remada, camping, carretera austral, NOLS e a vida segue. Foto Luiz Felipe Buff

Minha cabana em Pichilemu, no Chile. Aproveitei o dia para descansar o quadril, fazer reparos no kayak e arrumar as tralhas. Daqui pra frente vai ter bastante remada, camping, carretera austral, NOLS e a vida segue. Foto Luiz Felipe Buff

Escrevendo este post, conferindo fotos e planejando com os mapas. Mapas e cartas náuticas são como um manual de fazer sonhos virarem realidade.

Escrevendo este post, conferindo fotos e planejando com os mapas. Mapas e cartas náuticas são como um manual de fazer sonhos virarem realidade.

Dirigi bastante até aqui. Agora quero fazer trechos mais curtos e remar pelo caminho. Querer é uma coisa, fazer é outra. Bora!